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PERGUNTAS FREQUENTES

Suplementação 3+: Suplementos estrela para grandes aventureiros

Entre o que o pediatra recomenda, o que a família opina e a informação que aparece em todo o lado, é perfeitamente normal que qualquer pai ou mãe se sinta um pouco perdido quando o tema são suplementos para os mais pequenos.

Com isso em mente, e sobretudo com a experiência do dia a dia com os meus sobrinhos, preparei este guia para ajudar a pôr ordem nas ideias: por idade, por tipo de necessidade e com exemplos de categorias de produtos que pode encontrar na nossa Farmácia.

 

Antes de mais: o que acontece antes dos 3 anos?

 

Nos primeiros anos de vida, a base continua a ser muito simples e muito importante: leite materno ou leite adaptado, uma alimentação adequada à idade e as recomendações do pediatra.

Nesta fase, a suplementação faz‑se, na maioria dos casos, com vitamina D e, em situações específicas, com probióticos ou fórmulas nutricionais especiais. É um período delicado, em que cada decisão conta, por isso tudo deve ser sempre decidido em conjunto com o pediatra e com o profissional de farmácia. Este artigo não pretende, em momento nenhum, substituir esse acompanhamento.

E não podemos esquecer que…

Os suplementos alimentares não substituem uma alimentação variada e equilibrada, nem um estilo de vida saudável. Sempre que falamos de crianças, a decisão de usar suplementos deve ser pensada e partilhada com o pediatra ou com o profissional que acompanha a família.



3–6 anos: pré‑escolar, viroses, ou seja… o “infectário”

 

Se chegar ao fim da semana a pensar “não sei como é que ele ainda tem energia”, acredite que não está sozinho. O que mais ouvimos dos pais destes pequenotes é:

“Está sempre constipado”, “Ora come tudo, ora não quer nada”,“Parece estar sempre meio cansado”...

E as preocupações são muito parecidas entre as famílias:

  • Reforçar o sistema imunitário.

  • Manter energia e boa disposição.

  • Garantir que o crescimento está a correr bem.

  • Gerir as típicas “manias” alimentares desta fase.

Os suplementos podem ser uma peça do puzzle, mas nunca são o puzzle inteiro.

 

Multivitamínicos em gomas

As gomas, na prática, acabam por ser um truque simpático. A criança não vive aquela experiência de “medicamento”, e os pais conseguem manter alguma regularidade.

O que é importante saber:

  • Estas gomas costumam trazer vitaminas do complexo B, vitamina C, vitamina D e minerais, apesar de existirem cada vez mais opções diferenciadoras no mercado.

  • Podem ajudar o sistema imunitário, a reduzir algum cansaço e a apoiar o crescimento dos ossos.

Mas aqui quero ser muito clara convosco, uma goma não resolve, sozinha, uma alimentação pouco variada. É uma ajuda, não é a base.

Antes de escolher um multivitamínico em gomas, peço sempre aos pais que confirmem três pontos:

  1. A idade mínima indicada na embalagem é adequada à idade do filho;

  2. A dose diária é cumprida tal como está descrita (nem a menos, nem a mais “porque hoje não comeu nada”);

  3. Não há outro suplemento a ser tomado com vitaminas e minerais semelhantes, para evitarmos excessos desnecessários.

Quando pais me perguntam “então que tipo de produtos é que existem?”, eu costumo explicar que há:

  • Gomas com um perfil mais “geral”, para apoio global de crescimento e bem‑estar;

  • Gomas mais direcionadas para imunidade, com foco em vitamina C, vitamina D, zinco, entre outras coisas.

O segredo não está em ter “a goma perfeita”, está em encaixar o produto certo no contexto certo.

 

Xaropes com vitaminas e outros nutrientes

Para não facilitar, temos ainda as crianças que torcem o nariz a tudo o que é mastigável, ou que estão numa fase mais frágil, cansadas, a recuperar de infeções, com o apetite em baixo…

Nestes casos podemos optar por um xarope com vitaminas e outros nutrientes, desde que:

  • Seja adequado à idade;

  • A dose seja cumprida tal e qual como está indicada;

  • Seja usado durante um período definido, e não “ficar para sempre na rotina só porque sim”.

Estes xaropes costumam combinar:

  • Vitaminas (como as do complexo B, C e D);

  • Alguns minerais;

  • E, por vezes, geleia real ou ómega 3.

 

Na minha opinião são como um “empurrão suave” em fases de maior exigência: recuperações, mudanças de rotina, doenças seguidas, e não para usarmos como bengala permanente.

 

Apoio à imunidade com probióticos e afins

Há crianças que estão sempre “no limbo”, ou seja, melhoram, pioram, melhoram, pioram… Nestas situações, faz sentido falar de probióticos e de produtos mais específicos para imunidade.

O que avalio sempre com os pais é: quantas infecções faz por ano? Como é o sono? Como é a alimentação? Já foi tudo discutido com o pediatra?”

Só depois é que falamos de opções como probióticos com estirpes específicas, fórmulas com vitamina D, ou combinações como Imunoglukan + vitamina C, ajustadas à faixa etária.

 

E o sono? Aqui não há atalho.

Agora, há um ponto que eu nunca deixo passar em branco. O sono!!!.

Se a criança não dorme suficientemente bem, o sistema imunitário, o humor, o apetite e até o rendimento na escola vão ressentir‑se. Sempre!

Produtos à base de plantas, em xarope ou gomas para sono, podem ajudar nalgumas fases, mas são sempre um complemento às regras de base:

  • Rotinas mais ou menos estáveis.

  • Hora de deitar compatível com a idade.

  • Menos ecrãs antes de dormir.

  • Ambiente razoavelmente calmo.

Quando estas bases não estão lá, nenhum suplemento resolve verdadeiramente o problema.

 

Antes de falar em marcas ou formatos, costumo perguntar:

“Se tivesse de escolher apenas uma preocupação neste momento, qual seria?”

  • “Fica doente muitas vezes?”

  • “Está constantemente cansado?”

  • “Quase não come?”

  • “Não dorme bem?”

A partir da resposta, é muito mais fácil perceber se faz sentido pensar num multivitamínico geral, num reforço mais focado na imunidade, num apoio mais nutritivo ou numa abordagem ao sono.

 

Entre os 7 e os 12 anos: a fase dos dias cheios

 

Quando entramos na fase da escola “a sério”, os desafios mudam um bocadinho. Existe mais pressão dos testes, passam mais tempo sentados a estudar, têm inúmeras atividades ao fim do dia e, muitas vezes, mais ansiedade.

E então quais são as queixas dos pais?

“Ele anda sempre cansado.”, “Ela come bem, mas parece sempre exausta.”, “Não sei se é só cansaço ou se falta alguma coisa.”...

Aqui, os suplementos que podem fazer sentido são:

  • Multivitamínicos, mais uma vez sempre ajustados à idade, em gomas, comprimidos mastigáveis ou xarope.

  • Fórmulas com vitaminas, minerais e, em alguns casos, ómega 3, pensadas para energia e vitalidade.

  • Produtos mais direcionados para imunidade em épocas críticas (inverno, surtos na escola, etc.).

  • Em situações específicas, gomas ou fórmulas pensadas para concentração e memória.

Mas mesmo aqui, o que digo é sempre o mesmo, vamos primeiro ver o quadro todo: sono, refeições, stress da escola, atividade física. Depois, se fizer sentido, o suplemento entra como apoio. 

 

Guia rápido que costumo sugerir aos pais

 

Podem consultar de seguida um guia que irá simplificar bastante toda a informação, com sugestões de soluções para os problemas de que estamos a falar.

 

Só para organizar...

Dos 3 aos 6 anos, pensar sobretudo em:

  • Apoio à imunidade.

  • Energia e boa disposição.

  • Crescimento saudável.

E então, sim, avaliar com o farmacêutico/pediatra:

  • Multivitamínicos em gomas ou xarope.

  • Produtos para defesas (vitamina C, vitamina D, zinco, probióticos, ómega 3, etc.).

Dos 7 aos 12 anos, pensar em:

  • Crescimento e desenvolvimento.

  • Cansaço em fases intensas.

  • Rendimento escolar e desporto.

E então ponderar:

  • Multivitamínicos completos adaptados à idade.

  • Fórmulas mais completas com vitaminas + minerais + ómega 3.

  • Produtos mais focados em imunidade ou concentração, quando bem justificados.

 

O que digo sempre, mesmo quando falo de suplementos

 

Há frases que repito muito no atendimento, e que também deixo aqui:

  • Nenhum suplemento compensa uma alimentação que não chega ao mínimo. Comer muito não garante comer bem

  • Horas de sono não são luxo, são tratamento.

  • Correr, brincar e mexer o corpo também é saúde.

  • Suplemento bom é aquele que é bem escolhido, bem usado e, mais tarde, bem reavaliado.

 

E o papel da Farmácia da Liga no meio disto tudo?

 

A vantagem de ter uma equipa de farmácia próxima é que os pais não têm de decidir tudo sozinhos.

Na Farmácia da Liga, tem pertinho de si:

  • Vários tipos de suplementos infantis a partir dos 3 anos (gomas, xaropes, gotas, comprimidos mastigáveis).

  • Profissionais habituados a ouvir pais cansados, preocupados e cheios de perguntas (o que é ótimo, é assim mesmo que tem de ser).

A equipa pode:

  • Ajudar a perceber o que faz sentido para a idade e para a realidade da sua criança;

  • Explicar o que cada produto faz e também muito importante, o que não faz;

  • Orientar na dose, no tempo de uso e na altura de parar e reavaliar.

 

E, claro, através do site da farmácia, os pais conseguem ver com calma as opções disponíveis e depois tirar dúvidas diretamente com quem os acompanha no dia a dia.


Débora Silva, Técnica de Farmácia

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