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PERGUNTAS FREQUENTES

Herpes Labial: o que é, porque surge, e tratamentos disponíveis

 

1. O que é? 

O herpes labial é causado pelo vírus herpes simplex, sobretudo do tipo 1 (HSV‑1), muito comum e que infeta mais de 90 % da população adulta. A infeção primária pode passar despercebida ou provocar sintomas como febre, dor de garganta e aumento dos gânglios. Após essa fase, o vírus permanece latente e pode reativar-se periodicamente, causando lesões na boca ou nos lábios num ciclo recorrente. 

 

2. Por que e quando surge? 

A reativação do HSV‑1 é desencadeada por diversos fatores, incluindo: 

  • Stress, fadiga, exposição solar ou frio; 
     

  • Febre, constipação ou outras infeções; 
     

  • Alterações hormonais (ex. menstruação), trauma nos lábios, sistema imunitário enfraquecido . 
     

Normalmente, o surto inicia-se com formigueiro, prurido ou ardor nos lábios, seguido por pequenas vesículas cheias de líquido, que rompem e formam crostas após alguns dias. O episódio costuma durar entre 5 a 14 dias. 

 

3. Contágio e prevenção 

O vírus transmite-se sobretudo por contacto direto com lesões visíveis ou via saliva (beijos, partilha de objetos pessoais como talheres, toalhas, batons) e pode ocorrer mesmo sem sintomas . 

Para evitar surtos e contágio: 

  • Evita beijar ou partilhar objetos pessoais durante lesões; 
     

  • Lava bem as mãos antes e após tocar nas feridas; 
     

  • Usa protetor solar labial (FPS ≥ 15) em períodos de exposição solar, se for um fator desencadeante; 
     

  • Identifica os teus “gatilhos” (stress, sol, fadiga) e tenta minimizá-los . 
     

4. Diagnóstico 

Na maioria dos casos, o diagnóstico é clínico, com base na aparência das lesões. Em casos duvidosos, é possível confirmar com PCR ou sorologia para diferenciar HSV‑1 de HSV‑2 . 

 

5. Tratamentos disponíveis em Portugal 

Tratamento tópico (farmácia sem receita) 

  • Cremes antivíricos à base de aciclovir ou penciclovir, a aplicação frequente nos primeiros sinais pode acelerar a cicatrização e aliviar sintomas . 
     

  • Patches com hidrocolóide (tipo Compeed) oferecem proteção, reduzem dor e contágio e mostram eficácia comparável aos cremes antivíricos . 
     

  • Cremes calmantes ou bálsamos com óxido de zinco, vaselina ou alantoína ajudam a aliviar desconforto e prevenir fissuras . 
     

Tratamento por via oral (com prescrição médica) 

Indicados especialmente ao início dos sintomas (idealmente nas primeiras 48–72 horas): 

  • Aciclovir: por exemplo 400 mg 3×/dia por 5 dias ou esquema intensivo 200 mg 5×/dia por 7–10 dias . 
     

  • Valaciclovir: dose única de 2 000 mg ou 1 000 mg duas vezes num dia . 
     

  • Fanciclovir: regimes de dose única ou curta duração eficazes e cómodos . 
     

Os antivirais orais estão comparticipados em Portugal quando prescritos para casos recorrentes ou graves, mediante receita médica (ex. do médico de família). Genéricos como. 

Tratamento supressivo 

Se tiveres mais de 5 episódios por ano ou crises muito sintomáticas, o médico pode recomendar tratamento antiviral contínuo por até 12 meses (ex. aciclovir 400 mg 2×/dia ou fanciclovir 250 mg 2×/dia) com reavaliações regulares . 

 

6. Quando procurar ajuda médica? 

Procura orientação médica se: 

  • As lesões não melhorarem após 10 dias; 
     

  • São extensas, dolorosas ou ocorrem em zonas sensíveis (como olhos ou gengivas); 
     

  • Existente imunodepressão, gravidez ou risco para recém-nascidos (herpes neonatal). 
     

O herpes labial não tem cura definitiva, mas existe um conjunto de medidas eficazes para prevenir recidivas, aliviar sintomas e acelerar a recuperação. Identificar e atuar rapidamente perante os primeiros sinais é fundamental para minimizar o impacto. 

 

Brígida Neves, Técnica de Farmácia

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